sábado, outubro 16, 2010
Debaixo das estrelas
Debaixo das estrelas
(Alinhadas) há 13 biliões de anos
A vista é bela
E só nossa esta noite
Debaixo das estrelas
A girar uma e outra volta contigo
Vendo as sombras derreter a luz
Que brilha suave dos teus olhos
Para outro espaço
É só nosso esta noite
Vendo as sombras derreter
E as ondas partem
E as ondas partem
Susurras no meu ouvido um desejo
“Podiamos partir à deriva”
Bem segura
A tua voz dentro da minha cabeça
O beijo é infinito
E só nosso esta noite
“Podíamos partir à deriva”
A voar assim contigo
Debaixo das estrelas
Iluminadas há 13 biliões de anos
E só nossas esta noite
Debaixo das estrelas
E tudo o que foi
E tudo o que virá
Não nos será nada
Juntos como um só
Abraçados
Tão perto e tão longe
Sempre como agora
Debaixo das estrelas
Como as ondas que se partem
The Cure, Underneath the stars (tradução manhosa minha)
tu-em-outubro
segunda-feira, agosto 16, 2010
Da tristeza e outros demónios
As pessoas dizem “Morreu…” e estão todas enganadas, não foi nada disso que te aconteceu e não te deixo morreres-me quando te apetece. Falo contigo porque não consigo falar com mais ninguém e estou zangada porque te esqueceste, porque é que não vens assombrar-me?
Este ano lembrei-me só eu e não disse a vivalma, tu sabes que eu sei e sempre adorámos os silêncios nos olhos um do outro. Quem cá está (eu não conto, sou metade de mim e menos um bocadinho) vai usando todas as palavras no dicionário e não consegue dizer nada, não percebo esta ânsia em gastá-las a todas se a nenhuma é concedido peso, substância, intenção.
Todas as tristezas têm verdades intrínsecas e eu quedo-me sem lágrimas. A tristeza-só-minha tem demónios que me visitam de noite, quando tu não estás, mas não faz diferença nenhuma, a minha alma aninhou-se e escondeu-se quando desceram o teu caixão.
Tenho o coração descompassado e desocupado e não sei porque é que escrevo isto, não é nada que não saibas já nem nada que nunca tenhas sabido (tu que sempre soubeste tudo, sentiste tudo e deste tudo, não achas que me deves mais do que uma carta, mais do que recordações, mais do que viver uma vida inteira sem ti?)
Não houve árvore, nem rum, nem ria, nem traineiras, nem as luzes da cidade a tremelicar na água. Não consegui voltar a fazer isso e não sei se alguém lá foi, fui sempre invasora num sítio só vosso e nem sequer é aí que te recordo.
Nós tínhamos uma falésia, um forte de mármore cinzento na serra, charros fumados às escondidas, homens que tocam saxofone a horas impróprias, filmes de terror e tudo o que não quero aqui contar, já ofereci tantos pedaços de ti…
Nós tínhamos (claro que volto atrás e ao mesmo, não foste tu quem me proibiu de desistir?) um mapa invertido para viver a vida, nesta casa educam-se livres-pensadores, dizia o pai, e tenho vontade de lhe gritar vai-à-merda, tu e essa teoria cretina, tinhas de lhe ter formatado o cérebro para ser como as pessoas normais, essas-que-não-encostam-caçadeiras-à-boca-e-disparam.
E é tão injusto que fico sem ar, ele morreu contigo e não tenho ninguém que oiça os meus gritos. Vou escrevendo tudo para que sintas a vida passar, onde quer que estejas, tudo o que não consigo dizer porque vive na minha garganta uma roseira brava e os espinhos vão rasgando a carne à medida que crescem. Porque é que não vens assombrar-me?
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Largos são os dias sem ti...
terça-feira, outubro 13, 2009
1800 kms depois continua (quase) tudo na mesma!
sábado, outubro 10, 2009
A paz dos homens?
domingo, outubro 04, 2009
Sussuro para o filho que ainda não tenho
sexta-feira, outubro 02, 2009
Palavras roubadas
TEMPO DE AMOR (SAMBA DO VELOSO) Vinícius de Moraes Ah, bem melhor seria Poder viver em paz Sem ter que sofrer Sem ter que chorar Sem ter que querer Sem ter que se dar Mas tem que sofrer Mas tem que chorar Mas tem que querer Pra poder amar Ah, mundo enganador Paz não quer mais dizer amor Ah, não existe Coisa mais triste que ter paz E se arrepender E se conformar E se proteger De um amor a mais O tempo de amor É tempo de dor O tempo de paz Não faz nem desfaz Ah, que não seja meu O mundo onde o amor morreu
domingo, setembro 20, 2009
Uma etiqueta só para mim
terça-feira, setembro 08, 2009
Não há Festa como Esta
sexta-feira, agosto 14, 2009
Amores de Perdição
sábado, agosto 08, 2009
Pragas, pestes, pandemias e outras que tais.
terça-feira, abril 14, 2009
Pela liberdade de expressão
domingo, março 29, 2009
O ano que passa, o ano que chega...
quinta-feira, março 26, 2009
Recorrente
terça-feira, março 24, 2009
Big in Japan
quarta-feira, março 18, 2009
Birkins para a Lemúria!
O sonho de uma das minhas colegas de trabalho é ter uma malinha como a da imagem. Não necessariamente com diamantes mas preta e feita de pele de crocodilo do Nilo. Escusado será dizer (mas eu digo à mesma) que a ideia me dá a volta ao estomâgo. Até à semana passada, não sabia o que era uma Birkin (nem uma Kelly mas isso investiguem vocês). Esta semana já sei que custa no mínimo 7.500 dólares, que não se vende pela internet, que determinados modelos podem chegar a custar 1.000.000 (não, não me enganei nos zeros) de dólares e que são, geralmente, feitas de pele de animais exóticos (!?).
Também esta semana li que a AIG reservou 165 milhões de dólares, dos 170 mil milhões que os contribuintes e o governo americano ali enterraram, para pagar prémios aos administradores. Dessa gente (quantos serão?), 11 demitiram-se ontem; o conjunto de 10 deles recebeu 1/4 da reserva de bom desempenho. Parece que o Presidente dos EUA está a tentar impedir a distribuição deste justíssimo dinheiro.
Sou só eu ou está tudo parvo? Como é que o sonho de alguém pode ser andar com as chaves de casa e os cartões multibanco dentro de um animal morto? Que merda de sitio é este onde se passeia luxo cruel, capaz de alimentar tanta gente, oferecer casa e educação, saúde e futuro? Que filha da putice armaram para nem o presidente do país mais poderoso do mundo lhes conseguir mitigar a impunidade? Como é que é possível que esta gente não esteja ainda toda presa? E como é que, às orgulhosas detentoras de Birkins e afins, não lhes é exigido o dobro do valor que pagam pela mala em criar condições para a reprodução e protecção do crocodilo do Nilo, em tirar da escravatura os milhões de meninos africanos que trabalham nas minas de diamantes cartelizadas ou em fornecer condições de higiene e segurança, horários e salários condignos às meninas das sweat shops asiáticas que lhes cosem as malinhas?
terça-feira, março 17, 2009
Os que vão...
domingo, março 15, 2009
Vidas Rejeitadas
Esta semana demiti-me de cá vir. Tomei decisões importantes e achei que, se viesse racionaliza-las, provavelmente teria dúvidas. Tenho dúvidas à mesma, claro mas, ao contrário de muita gente, são as escolhas impulsivas (ou a capacidade de mudar a minha vida em 10 minutos) que me trazem alguma paz. 
