A notícia já é um bocado velha mas eu continuo a achar que tem o seu grau de importância (sim, sim!... hoje que o ano velho acaba vou mesmo fingir que não se passa nada em Gaza...).
A NASA, essa grande instituição mundial, decidiu lançar em Setembro, à sua sorte, um grupo de patinhos de borracha amarelos. O objectivo seria estudar o efeito que o degelo dos polos estará a ter nas correntes marítimas mundiais. Parece bestial, não é?
Para o efeito, gastaram uma fortuna a por os patinhos debaixo do gelo polar, lançaram uma sonda XPTO (temos de supor que a NASA só tem material de categoria), que ainda hoje está encravada debaixo do gelo (é o que eles dizem) e esperaram...esperaram...esperaram... e nada! Vai daí, veio o grande apelo mundial: a quem encontrar um patinho de borracha numa praia perto de si, espera-o um agradecimento galáctico. No mínimo.
Assim, de repente, levanta-se-me uma grande dúvida existencial. Não era possível terem posto um GPSzinho nos patos? Ou outra coisa qualquer mais sofisticada?
É que, já em 1992, no grande lançamento dos patinhos feito a partir da China (eu peço muitas desculpas mas ando verdadeiramente fascinada com este novo desporto mundial do "lançamento do pato ao mar") foi possível seguir a trajectória dos ditos cujos. Assim, de repente, parece patético que a NASA não consiga fazer a mesma coisa 16 anos depois...
Depois, lembrei-me de uma história que continuo a adorar, que a minha professora de História dos EUA no século XX na faculdade, contava.
Quando começaram as primeiras missões espaciais, a NASA descobriu, com grande horror, que as nossas canetas não funcionavam no espaço... este enorme drama deu origem a um departamento inteiro de investigação, milhões de doláres gastos e muitos anos de estudos. Finalmente, havia sido inventada a primeira caneta espacial da era moderna!
Alguém descobriu, uns meses depois, que do outro lado da Cortina de Ferro, o problema não se punha. Confrontados com o mesmo problema, os soviéticos levavam lápis...