FIM - Mário de Sá Carneiro
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.
Hoje teriam sido 28. Não comemoro contigo mas comemoro sempre, não te preocupes. Fica aqui a letra de uma das nossas músicas. Desculpa as camélias não serem de Monchique. Não tenho ido lá muito. Não é uma desculpa, é o que é, faltam vocês e a mim custa-me. Tanto que é dificil respirar.
Ainda não consegui começar a viver a minha vida como se valesse por duas mas vou tentando, só porque me pediste. Estou cansada. Não como tu mas cansada. Detesto que não me tenhas deixado responder-te. Que mania, essa, a de ter sempre a última palavra. Nos meus sonhos conversamos muito e vamos ajustando contas. Tu sabes. Contei-te sempre tudo. Quero que sejas feliz. No azul do céu, no mar cinzento de trovodas, na chuva dos dias. No nosso sítio, onde um homem triste toca saxofone de madrugada. E onde choro tudo, abraçada a ti porque não posso ir para casa com tantas lágrimas para gastar. No musgo, na terra, a saltar pedras em riachos, caçamos sapos e construimos ordens secretas onde mandamos nós. É assim que eu me lembro, maninho. Parabéns!
4 comentários:
Abraços...
um abraco muito grande minha amiga e minha amora. que o ze habita em ti sempre e na tua vida a saltar em riachos que é assim que se guarda quem amamos.
e sabes que mais quem viaja de repente fica.nos sempre pela vida com lagrimas boas de amor e saudade. faz.nos parte para sempre!um enorme beijinho*
"São dois braços, são dois braços
servem pra dar um abraço
assim como quatro braços
servem para dar dois abraços
E assim por aí fora
até que quando for a hora
vão ser tantos os abraços
que não vão chegar os braços" (Canção dos Abraços, Sérgio Godinho)
Junto os meus braços aos de cima, para que nunca sejam poucos, os braços que existem para te abraçar...
Gosto muito de ti,
P.
Meninas,
Os vossos abraços partilhados comoveram-me e foram tão bem-vindos!
Obrigada por três manifestações tão especiais de carinho: de quem não conheço mas é capaz de estender a mão a quem precisa; de quem está tão longe e pratica a saudade e a amizade à distância;e dos abraços do quotidiano, em gestos, palavras e incondicionalidade.
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