quarta-feira, dezembro 31, 2008

Os patinhos amarelos na Geopolítica mundial

A notícia já é um bocado velha mas eu continuo a achar que tem o seu grau de importância (sim, sim!... hoje que o ano velho acaba vou mesmo fingir que não se passa nada em Gaza...).
A NASA, essa grande instituição mundial, decidiu lançar em Setembro, à sua sorte, um grupo de patinhos de borracha amarelos. O objectivo seria estudar o efeito que o degelo dos polos estará a ter nas correntes marítimas mundiais. Parece bestial, não é?
Para o efeito, gastaram uma fortuna a por os patinhos debaixo do gelo polar, lançaram uma sonda XPTO (temos de supor que a NASA só tem material de categoria), que ainda hoje está encravada debaixo do gelo (é o que eles dizem) e esperaram...esperaram...esperaram... e nada! Vai daí, veio o grande apelo mundial: a quem encontrar um patinho de borracha numa praia perto de si, espera-o um agradecimento galáctico. No mínimo.
Assim, de repente, levanta-se-me uma grande dúvida existencial. Não era possível terem posto um GPSzinho nos patos? Ou outra coisa qualquer mais sofisticada?
É que, já em 1992, no grande lançamento dos patinhos feito a partir da China (eu peço muitas desculpas mas ando verdadeiramente fascinada com este novo desporto mundial do "lançamento do pato ao mar") foi possível seguir a trajectória dos ditos cujos. Assim, de repente, parece patético que a NASA não consiga fazer a mesma coisa 16 anos depois...
Depois, lembrei-me de uma história que continuo a adorar, que a minha professora de História dos EUA no século XX na faculdade, contava.
Quando começaram as primeiras missões espaciais, a NASA descobriu, com grande horror, que as nossas canetas não funcionavam no espaço... este enorme drama deu origem a um departamento inteiro de investigação, milhões de doláres gastos e muitos anos de estudos. Finalmente, havia sido inventada a primeira caneta espacial da era moderna!
Alguém descobriu, uns meses depois, que do outro lado da Cortina de Ferro, o problema não se punha. Confrontados com o mesmo problema, os soviéticos levavam lápis...

sábado, dezembro 27, 2008

Tortura ou Contra-Informação?

Ontem dei por mim, petrificada, a ler uma notícia sobre a intelligence dos americanos. Parece que não se conseguiram lembrar de nada melhor que começar a fornecer, em larga escala, Viagra aos senhores da guerra afegãos, em troca de informações potencialmente sensíveis.
A maioria destes homens estará a dar para o velhote (ao contrário do nosso macho latino doméstico que, com grande esforço pessoal, profissional e familiar, se sente na obrigação de ir satisfazendo as variadas prestadoras de serviços, em esquinas e estradas nacionais, colegas de trabalho e vizinhas no geral ) e terá já enormes dificuldades em erguer o "coiso", com igualdade e justiça, para as 4 esposas lá da tenda. Assim à primeira vista, não posso dizer que tenha achado mal. Afinal, sempre seria melhor que fornecer armas, dolares sujos ou ir ajudando na plantação das bem afamadas papoilas.
O pior veio mesmo depois: cheguei à conclusão que não existe diferença nenhuma entre os altifalantes que debitavam AC/DC aos prisioneiros de Guantanamo e esta nova e original forma de subjugar e humilhar, 1 bocadinho mais, as meninas e mulheres afegãs. Casadas à força e habituadas a violações várias, suponho que grande parte da sua esperança residiria no dia, em que estes homens, a quem pertençem, desativassem a libido e a energia. Se fosse comigo, suponho que por cada viagra oferecido por um agente da CIA, correria a oferecer uma informação ainda mais importante ao Taliban mais próximo. Ou oferecia-me logo para bombista suicida.